A rede que se explica sozinha: IA e o futuro da visibilidade, segundo o criador do ntop

Luca Deri, criador do ntop, mostrou no GRNOG 20 para onde vai a visibilidade de rede quando a IA passa a raciocinar sobre o tráfego. Este é o panorama completo da palestra, em imagens.

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Luca Deri, criador do ntop, abriu a apresentação no GRNOG 20 com uma provocação simples e incômoda: de que adianta coletar terabytes de telemetria se ninguém tem tempo de olhar? A saída proposta aponta para um futuro em que a IA passa a raciocinar sobre a rede.

Foram 35 slides densos, e todos importam. Este artigo é o panorama completo, contado em imagens, do problema ao futuro. Onde um tema pede as mãos na massa, aprofundamos em artigos dedicados, cada um completo por si só.

O ponto de partida: visibilidade virou opcional

Não existe lei que obrigue enxergar a rede o tempo todo. Na prática, a análise só acontece quando o problema já estourou, feita na mão e correndo. Soluções caras na nuvem, com custo recorrente e dados fora do país, completam o desânimo.

Engenheiro analisando a rede sozinho durante um incidente

O paradoxo dos dados

As ferramentas modernas coletam gigabytes de métricas por dia. Fluxos, BGP, SNMP, tudo registrado. O problema deixou de ser falta de dado e virou excesso: ninguém lê tudo, e definir limiares de alarme numa rede que muda o tempo todo é quase impossível.

Painel do ntopng com fluxos, aplicações e qualidade em tempo real

De que adianta analisar a rede se ninguém tem tempo de olhar para os dados?

O ntop e uma escolha de princípios

O ntop nasceu como projeto de código aberto, on-premise e neutro de fabricante. Coleta por fluxos (NetFlow, sFlow, IPFIX), DPI leve e análise de pacotes, escalando para mais de cem roteadores e enlaces de 100 Gbit. Sem nuvem obrigatória, seus dados não precisam sair de casa.

Visão do ntopng correlacionando tráfego e infraestrutura

A virada: a IA entra para raciocinar

A ideia é usar LLMs na triagem avançada, justamente o trabalho que consome tempo e exige especialista. O ntopng vira o motor de telemetria: a API REST devolve um JSON estruturado, pronto para IA, os dados ao vivo e os históricos entram no prompt, e o modelo orquestra a análise, levantando hipóteses de causa raiz em vez de mais um gráfico.

Dados estruturados do ntopng prontos para alimentar um modelo de IA

Três formas de colocar isso para funcionar

São três caminhos. O primeiro é um assistente de IA com quem você conversa em linguagem natural, integrado via MCP, inclusive com o Claude. O segundo é o nAssistant, um modelo que roda localmente para quem não pode mandar dado para fora. O terceiro são os playbooks, em que você descreve em português o que quer verificar periodicamente, e a IA executa e interpreta sozinha.

Painel do ntopng com aplicações e alertas por trás dos casos de uso de IA

Gráficos sozinhos são só uma curiosidade. O valor real está no raciocínio sobre os dados.

O veredito

Telemetria é necessária, mas não basta. O futuro apresentado não coloca a IA no lugar do operador; junta os dois lados, no chamado AI-NetOps. A máquina faz o trabalho pesado de correlacionar e levantar hipóteses, e a pessoa decide.

Especialistas humanos trabalhando junto com a análise da máquina

Quer ir mais fundo

Cada tema abaixo é um artigo completo, para ler na ordem que quiser:

Onde a Lavineda entra

Esse futuro não é promessa distante. É engenharia disponível hoje, e combina exatamente com o que defendemos: visibilidade de verdade, on-premise, com os seus dados no Brasil e sem depender de um único fabricante. A Lavineda implanta e opera o ntopng e o nProbe no seu ambiente e transforma telemetria em decisão.

Se a sua rede coleta muito e explica pouco, o caminho mais curto para mudar isso é vê-la funcionando. Peça uma PoC guiada, sem custo, e descubra na sua própria rede o que estava invisível até agora.

Fontes

Baseado na apresentação de Luca Deri no GRNOG 20, em 30 de junho de 2026: