Tuning de sensores no PRTG: mais desempenho e licenças bem aproveitadas

Como organizar probes, grupos, sensores e intervalos para o seu PRTG render mais com a estrutura e as licenças que você já tem.

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Sensores que demoram a atualizar e telas lentas costumam levar à conclusão de que é hora de comprar um servidor maior ou mais licenças. Muitas vezes, antes disso, há ganho real em reorganizar o que já existe.

As licenças do PRTG Network Monitor são definidas pelo número de sensores, com todos os tipos de sensor incluídos, e cada sensor gera carga no probe que o executa. Por isso, a forma como o seu ambiente está organizado influencia ao mesmo tempo o desempenho e o aproveitamento das licenças que você já tem.

Resumo rápido

  • Uma hierarquia bem montada, com servidor central, remote probes, grupos e sensores, distribui a carga e facilita a manutenção.
  • Credenciais e configurações definidas nos grupos, e herdadas pelos dispositivos, evitam retrabalho e erros.
  • Consolidar sensores repetidos libera licenças para pontos que hoje estão sem monitoramento.
  • Ajustar o intervalo de verificação de cada sensor à sua importância reduz a carga nos probes.

A hierarquia que deixa o PRTG leve

O PRTG organiza o monitoramento numa árvore: grupo raiz, probes, grupos, dispositivos e sensores. Respeitar essa estrutura é o primeiro passo do tuning.

Servidor central (core server)

É onde ficam a configuração, os dados históricos e a interface web. O servidor central roda em Windows e já vem com um probe local, que executa sensores na própria máquina. Quanto menos carga esse probe local tiver, mais fôlego sobra para as telas, os relatórios e as notificações.

Remote probes

Os remote probes executam sensores em outras máquinas, perto dos equipamentos monitorados, como numa filial, num data center separado ou num segmento atrás de firewall. A própria Paessler recomenda usá-los também para distribuir a carga de sensores que exigem muita CPU, como Packet Sniffer e NetFlow. Os probes remotos clássicos rodam em Windows, e os multi-platform probes rodam também em Linux.

Grupos e herança

As configurações descem pela árvore: o que você define no grupo raiz, num probe ou num grupo vale para tudo o que está abaixo, até alguém sobrescrever num nível inferior. Entram nessa herança, entre outros, as credenciais de Windows, SNMP e Linux, o intervalo de verificação, os gatilhos de notificação e os direitos de acesso.

Defina credenciais no grupo, e não em cada dispositivo. Quando uma senha muda, você ajusta em um lugar só.

Dependências

Quando um dispositivo para de responder, não faz sentido receber um alerta para cada sensor dele. Na descoberta automática, o PRTG define o sensor Ping do dispositivo como sensor mestre: se ele ficar Down, os demais sensores do dispositivo entram em pausa em vez de gerar alarmes. Você também pode definir dependências nas configurações de grupos e dispositivos, por exemplo fazendo o grupo de uma filial depender do sensor que monitora o link daquela filial.

Sensores

É na camada de sensores que está a maior parte das oportunidades de ajuste, como mostram as duas seções a seguir.

1. Ping ou um sensor por porta

É comum encontrar sensores repetidos que verificam quase a mesma coisa. Um exemplo é ter um sensor para cada porta de um equipamento quando a necessidade real é saber se ele está respondendo, o que um único sensor Ping resolve.

Ao revisar e consolidar essas verificações, você libera licenças que já tem e pode usá-las em pontos críticos da operação que ainda não estão cobertos. Os sensores de porta continuam fazendo sentido onde o serviço daquela porta realmente importa para o negócio.

2. O intervalo certo para cada sensor

Por padrão, o PRTG verifica os sensores a cada 60 segundos, valor definido no grupo raiz e herdado por toda a árvore. Nem tudo precisa dessa frequência. Um link principal ou um servidor de banco de dados pode justificar verificações frequentes. O espaço em disco de um servidor de arquivos, que muda devagar, pode ser verificado em intervalos maiores.

Como o intervalo é herdado, você pode ajustá-lo num grupo inteiro de uma vez, e só sobrescrever nos sensores que pedem algo diferente. Menos verificações por minuto significam menos carga nos probes e mais capacidade livre, sem perder visibilidade sobre o que é crítico.

Um roteiro simples de revisão

  1. Verifique a carga do servidor central e de cada probe nos sensores Core Health e Probe Health, que o PRTG cria automaticamente.
  2. Identifique dispositivos com credenciais definidas individualmente e mova as credenciais para os grupos.
  3. Liste sensores que verificam a mesma coisa e consolide.
  4. Classifique os sensores por importância e ajuste os intervalos, de preferência no nível do grupo.
  5. Confira se as dependências estão evitando alarmes em cascata.
  6. Avalie se algum local remoto ganharia com um probe próprio.

Fontes

O próximo passo

A sua equipe conhece o próprio PRTG melhor do que ninguém. Uma revisão como esta costuma mostrar que ele pode render mais com a estrutura que já está lá.

A Lavineda é revenda Paessler PRTG, com licenças faturadas em reais, nota fiscal brasileira e suporte em português. Você pode conhecer a plataforma na página do PRTG. Se preferir que o acompanhamento e os ajustes contínuos fiquem com a nossa equipe, veja como funciona o Network Care.

Numa conversa de diagnóstico gratuita, olhamos com você a saúde do servidor central e dos probes e mostramos onde o seu PRTG pode render mais, sem compromisso.